Como vimos na primeira parte deste artigo, o avanço ao longo da construção das parcerias não é automático, mas sim resultado de muitos atos e esforços conscientes dos parceiros. Os fatores que determinam o nível das parcerias e da cooperação, e que as tornam possíveis são, a compatibilidade das missões, estratégias e agregação valores. Mas existem outros pontos fundamentais, e que muitas vezes são deixados de lado nesta busca. Trata-se do envolvimento de gestores e a ligação emocional. Estes são ingredientes fundamentais para que laços de cooperação se fortaleçam.
Não podemos esquecer que as parcerias institucionais são criadas e sustentadas por pessoas. A ligação com a missão é o fator “combustível”. Os relacionamentos pessoais são o fator de ligação, de continuidade e harmonia. Para que as parcerias sejam sustentáveis, é preciso que aja um forte compromisso e uma boa química. Assim como nos relacionamentos, tem que haver uma paixão. A paixão por uma causa pode movimentar a energia de toda uma organização. Esses relacionamentos são pré-requisitos para uma base de confiança recíproca.
Dinheiro não trabalha e não tem idéias. É necessário ter pessoas. Parcerias estratégicas são formadas quando os envolvidos desenvolvem relacionamentos sólidos, e descobrir os parceiros potenciais é um grande desafio, porque há uma grande carência de informação. Quem faz o quê e por quê? Estabelecer troca de informações é peça importante para o encontro. Daí, encontrando os parceiros, é preciso conhecer e avaliar suas mútuas compatibilidades e aptidões. Quanto mais profundas e amplas as ligações com a causa e as pessoas, mais sólidos serão os pilares da colaboração. A definição clara do objetivo da parceria é condição para obtenção de bons resultados. Cooperação gera mais cooperação. Uma parceria eficaz traz disposição e confiança necessárias para empreender outras cooperações. Esse aprendizado cria um efeito multiplicador de capital social.
Outro fator muito importante é construir uma visão comum de futuro, ferramenta poderosa de mobilização e motivação das organizações. São necessários esforços e energias para alinhar missões, estratégias e valores, trazendo compensações em termos de garantia e durabilidade da aliança. Isso cria união e credibilidade, que não nascem por geração espontânea, e sim por atos cooperativos sucessivos que aumentam o conhecimento e a confiança.
Uma questão importante sempre será levantada: Qual é o valor da cooperação para cada parceiro? A manutenção de uma aliança depende basicamente de sua capacidade de criar valor agregado para ambos os participantes. A magnitude do valor criado aumenta na medida em que o relacionamento passa da transferência de recursos genéricos para a troca de competências, e para a criação conjunta de valores.
A parceria deve ser tratada como um relacionamento, não como um negócio. É preciso aperfeiçoar, dar feedback, exercitar a transparência. Comunicação! Tudo isso é muito novo. São novos paradigmas! É preciso aprender fazendo, já que não há receitas prontas, e estar aberto a novas descobertas e experiências. Não ter medo de inovar, de errar. É assim que se faz e se constrói uma nova história.
O desenvolvimento de parcerias entre entidades, com ou sem fins lucrativos, envolve desafios imensos. Não há medidas uniformizadas e simples, mas sim muito trabalho e paciência.
Uma palavra mágica: ENTUSIASMO! Deve-se deixar este vir à tona, aquele brilho nos olhos! Deixar o alto astral contaminar o ambiente! A fertilidade e os resultados crescem quando se faz o que se acredita, com bom humor, ambiente de amizade e possibilidades de inovação e experimentação. É importante sentir emoção e prazer na construção das parcerias. Afinal, as pessoas são mais motivadas por reconhecimento do que por dinheiro, mas que este ajuda, principalmente no Terceiro Setor, disso não temos dúvidas, não é mesmo!? Boa parceria para todos!
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons



Nenhum comentário:
Postar um comentário